TÉCNICAS DE ILUMINAÇÃO - PARTE I

As técnicas de iluminação indicam que instrumento empregar, e a forma de ajustá-los para obter o efeito de iluminação desejado. Na maioria das produções, o espaço disponível, o tempo e o pessoal, são insuficientes para obter uma iluminação de qualidade cinematográfica.

Por exemplo, se conta com pouco tempo para iluminar, a solução é inundar o estúdio ou locação com uma luz altamente difusa, sem importar a natureza do acontecimento. Apesar desta técnica satisfazer ao operador de câmera, isto nem sempre satisfaz os requerimentos estéticos da produção.

Por exemplo, considera-se a iluminação de uma cena dramática que deveria ocorrer em uma esquina escura, não será convincente se tudo se iluminar de forma brilhante e uniforme, mediante o emprego de luzes suaves. Por outro lado, não existe motivo para consumir grande quantidade de tempo na elaboração de uma iluminação dramática se vão gravar noticiários ou entrevistas. Nestes casos, a iluminação uniforme é satisfatória.

As limitações de tempo, não devem impedir que se busque uma iluminação eficaz e criativa para a televisão, mas exigem o conhecimento dos princípios básicos da iluminação e especialmente um planejamento prévio.

Iluminação é a ação de controlar as luzes e as sombras para mostrar a forma e a textura de um rosto ou um objeto, sugerir um ambiente em particular ou, como acontece com a música, criar uma atmosfera. E seja que se ilumine para uma produção dramática ou de outro tipo, existem muitas soluções para um mesmo problema.

Apesar de não existir uma receita universal que funcione por igual para todas as situações de iluminação possíveis, se conta com princípios básicos para adaptar-se facilmente a uma grande variedade de requerimentos específicos ao enfrentar uma tarefa de iluminação, não é conveniente começar observando as limitações, mas sim, aclarando que iluminação se deseja, para depois se adaptar às facilidades técnicas existentes e, sobretudo, ao tempo disponível.


Tipos de Iluminação

Qualquer que seja o objetivo da iluminação, é necessário trabalhar com dois tipos de luzes: direcional e difusa.

A luz direcional gerada por luzes diretas que iluminam áreas relativamente pequenas, tem um facho de luz muito marcado, que produz sombras densas e bem definidas. O sol de um dia claro e sem nuvens, atua como um gigantesco spotlight que produz sombras densas e definidas.

A luz difusa ilumina áreas relativamente grandes através de um facho amplo e pouco definido. Produz-se por meio de luzes difusas ou floodlights, as quais geram sombras suaves e transparentes. O sol de um dia nublado atua como uma luz difusa ideal, já que as nuvens transformam os severos raios do sol em luz altamente difusa.


Fontes Principais de Iluminação


A terminologia que se emprega para a iluminação, se baseia, nas funções e na posição dos equipamentos em relação ao objeto que se iluminará, e não tanto em se a luz proporcionada por eles é direta ou difusa.


Tipos de Equipamentos de Iluminação

Embora existam variantes para os seguintes termos, quase todos os profissionais de iluminação de televisão, incluindo os de fotografia, utilizam a mesma terminologia standard:

• Luz Chave: Luz principal proveniente de uma fonte de iluminação direcional que incide sobre um sujeito ou área; permite distinguir a forma básica do objeto.
• Contra-luz: É a iluminação proveniente de trás, dirigida ao objeto e oposta a câmera; permite distinguir a sombra do objeto do fundo e reforça o contorno do objeto.
• Luz de preenchimento: É a que reduz o grau de contraste da sombra. Pode ser direcional se a área a ser preenchida é muito limitada.
• Luz de fundo: Emprega-se para iluminar o fundo ou a cenografia e se maneja por separado da iluminação dos executantes ou da área de atuação.
• Luz lateral: Coloca-se a um lado do objeto, geralmente oposta à luz principal da câmera. Algumas vezes se empregam duas luzes laterais, uma contra a outra, para obter efeitos especiais sobre um rosto que se ilumina.
• Luz de retrocesso: Iluminação direcional proveniente da parte traseira. Coloca-se um pouco ao lado do sujeito, usualmente colocada em um lado oposto a luz principal.

Obs.: A luz traseira somente proporciona luzes intensas na parte posterior da cabeça e dos ombros; a luz de retrocesso projeta luzes intensas que definem um lado inteiro do elenco, produzindo o efeito de estar este, separado do fundo.


Funções das fontes principais de iluminação

Luz chave: Como fonte principal de iluminação, a função fundamental da luz chave é revelar a forma básica do objeto. Para obtê-lo, a luz chave deve produzir algumas sombras. No geral as luzes diretas Fresnel, na posição de dispersão média, se empregam como iluminação chave. Também podem ser utilizados outros projetores abertos.

Se o desejado for produzir sombras suaves se pode empregar luz difusa. Não obstante, quando não se contam com luzes suaves, alguns diretores de iluminação utilizam uma fórmula dos fotógrafos e cineastas, utilizar refletores para conseguir a luz chave e a de preenchimento. Em lugar de difundir ambas as luzes mediante o emprego de materiais difusores, a luz chave (fresnéis) não se dirige diretamente ao sujeito, sendo que o que se faz, é rebater sobre uma prancha de isopor ou cartão branco grande.

Durante o dia, a fonte de iluminação principal, o sol, provem de cima, por isso a luz chave é colocada normalmente na parte superior e no lado direito ou esquerdo, de frente do objeto, desde o ponto de vista da câmera. Para fazer mais clara a delineação e a textura da imagem do objeto, é necessário agregar outras fontes de iluminação a luz chave.

 

 

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